Entupimento de emissores autocompensantes com aplicação de sulfato e óxido de ferro

Autores

  • Lilian Cristina Castro de Carvalho
  • Rubens Duarte Coelho
  • Marconi Batista Teixeira
  • Fernando Nobre Cunha
  • Nelmício Furtado da Silva
  • Frederico Antonio Loureiro Soares
  • Vitor Marques Vidal
  • Wilker Alves Morais

DOI:

https://doi.org/10.15361/1984-5529.2016v44n3p385-402

Resumo

O objetivo foi quantificar possíveis distúrbios de vazão e avaliar a suscetibilidade de diferentes tubos goteja­dores autocompensantes ao entupimento parcial e total por ferro solúvel na água de irrigação (óxido de ferro) via duas qualidades de água (com e sem carga orgânica) e sóli­dos suspensos (solo), com os emissores dos tubos gotejadores posicionados para baixo e para cima. Foi realizado o experimento em um período de 12 meses, utilizando-se de 9 modelos de tubos gotejadores novos (autocompensante), com suas respectivas linhas gotejadoras, montadas em uma bancada de ensaios, em estrutura metálica localizada no Laboratório de Irrigação, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” - ESALQ/USP. No experimento, os tratamentos foram divididos em duas fases, sendo que, na fase 1 (T1, T2, T3 e T4), avaliou-se a suscetibilidade de diferentes tubos gotejadores ao entupi­mento por ferro solúvel via duas qualidades de água de irrigação (com e sem carga orgânica) e, na fase 2 (T5, T6, T7 e T8), avaliou-se a suscetibilidade de diferentes tubos gotejadores ao entupimento por aplicação de ferro solúvel, carga orgânica (fitoplâncton/algas) e sólidos em suspensão, com os emissores posiciona­dos para cima e para baixo. Ainda, na fase 2, aplicou-se uma solução concentrada, nos tratamentos T5 e T8, com uma relação de 1:30, diretamente nos tubos gotejadores, sem passar por filtragem. Este procedi­mento fora adotado com o objetivo de simular a quantidade de material sedimentado numa linha de tubos gotejadores instalada em campo, de aproximadamente 300 m. A aplicação de sólidos em suspensão e ele­vado teor de ferro, sem passar por filtragem (tratamentos T5 e T8/Fase2) intensificaram o processo de entupimento, e a adição de partículas de solo aos tratamentos, passando pelo sistema de filtragem (T6 e T7/Fase 2), não potencializou mudanças significativas do cenário de suscetibilidade ao entupimento na grande maioria dos diferentes modelos de tubos gotejadores.

Publicado

18/07/2016

Edição

Seção

Irrigação e Drenagem