Estresse osmótico e putrescina na germinação de sementes de Ochroma pyramidale (Cav. Ex Lam) Urb (Malvaceae).

Autores

  • Davi Silva Dalberto Universidade do Estado de Mato Grosso
  • Lúcia Filgueiras Braga Universidade do Estado de Mato Grosso

DOI:

https://doi.org/10.15361/1984-5529.2013v41n2p99-110

Palavras-chave:

pau-de-balsa, estresse hídrico, estresse salino, espécie florestal

Resumo

O objetivo do trabalho foi verificar o efeito do estresse osmótico na germinação de sementes de pau- -de-balsa (Ochroma pyramidale), e o papel da putrescina na atenuação do estresse imposto. Para isso, foram realizados dois experimentos, sendo o primeiro realizado em esquema fatorial 4x6, sendo utilizados quatro agentes osmóticos (polietileno glicol 6000, CaCl2, NaCl e KCl) para o preparo das soluções e seis potenciais osmóticos (0,0; -0,1; -0,2; -0,3; -0,4 e -0,5 MPa) em câmara de germinação tipo BOD, à temperatura de 35 °C. A porcentagem e o índice de velocidade de germinação foram realizados diariamente, durante 30 dias. No segundo experimento, foram utilizados quatro agentes osmóticos (polietileno glicol 6.000, CaCl2, NaCl e KCl) nos potenciais limitantes a 50% (-0,2; -0,3 e      -0,4 MPa), com aplicação de putrescina (0; 2 e 4 mM), em um esquema fatorial 4x4x3 (agentes x potenciais x concentrações de putrescina). O estresse osmótico interferiu na germinação de sementes de Ochroma pyramidale, havendo redução da porcentagem e de velocidade do processo germinativo à medida que os potenciais se tornaram mais negativos, especialmente nas soluções salinas. A aplicação da poliamina putrescina promoveu aumento na porcentagem de germinação das sementes quando estas estavam expostas aos potenciais mais negativos, com maiores valores na concentração de 4 mM, porém o índice de velocidade de germinação diminuiu na presença deste regulador. O tratamento com putrescina é indiferente sobre as sementes presentes em soluções de PEG.

 

Publicado

29/10/2013

Edição

Seção

Botânica - Botany