Comportamento germinativo de sementes de cultivares de milho sob condições de hipoxia

Autores

  • Diego Gazola Universidade Estadual de Londrina - UEL
  • Claudemir Zucareli Universidade Estadual de Londrina
  • Mauro César Camargo Universidade Estadual de Londrina

DOI:

https://doi.org/10.15361/1984-5529.2014v42n3p224-232

Resumo

A diversidade genética existente no milho permite seu cultivo nos mais diversos ambientes. Contudo, o excesso de chuva, em regiões úmidas e quentes, logo após a semeadura, pode prejudicar a germi­nação por restringir o oxigênio ou causar danos embrionários provocados pela embebição demasia­damente rápida. Deste modo, este trabalho teve por objetivo verificar os efeitos de períodos de hipo­xia na germinação de sementes de diferentes cultivares de milho. Foram utilizados três tipos de culti­vares, sendo dois híbridos (DKB 787 e AG 8088), uma variedade melhorada (IPR 114) e duas varie­dades crioulas (Asteca e Caiano) submetidos a 4; 8; 12; 24; 36; 48 e 96 horas de hipoxia, sob tempe­ratura de 25 ºC, com quatro repetições de 50 sementes. A qualidade inicial das sementes foi caracte­rizada pelos testes de germinação, de emergência de plântulas no campo, de envelhecimento acele­rado e de frio. Após os períodos de hipoxia, as sementes foram submetidas ao teste de germinação com avaliação das porcentagens de plântulas normais, anormais, sementes mortas e massa seca de plântulas. A hipoxia reduz a porcentagem de germinação das sementes e aumenta a porcentagem de plantas anormais em todas as cultivares. As cultivares Asteca e Caiano apresentam menor porcenta­gem de germinação. O incremento do período de hipoxia causa mortalidade de sementes para as cultivares IPR 114 e DKB 787. As cultivares DBK 787 e AG 8088 apresentam menor massa seca de plântulas e menor sensibilidade às condições de hipoxia que a variedade e as cultivares crioulas. 

Publicado

10/09/2014

Edição

Seção

Fitotecnia - Crop Production