Crescimento radicular e pigmentos clorofilianos em duas forrageiras submetidas a níveis crescentes de NaCl

Autores

  • Andressa Freitas de Lima Rhein Universidade estadual Paulista - Unesp
  • Flávio José Rodrigues Cruz Universidade estadual Paulista - Unesp
  • Rener Luciano de Souza Ferraz Universidade Estadual Paulista - UNESP http://orcid.org/0000-0002-9423-4435
  • Durvalina Maria Mathias dos Santos Universidade Estadual Paulista - Unesp

DOI:

https://doi.org/10.15361/1984-5529.2015v43n4p330-335

Palavras-chave:

salinidade, labe-labe, guandu, raízes, pigmentos fotossintéticos

Resumo

A salinidade representa um obstáculo ao cultivo agrícola em regiões onde é abundante a concentração de sais minerais, em particular aqueles que contêm os íons Na+ e Cl-. Objetivou-se com este estudo avaliar o crescimento radicular e os teores de pigmentos clorofilianos de duas leguminosas forrageiras cultivadas na presença de níveis crescentes de salinidade. O experimento foi conduzido em sala de crescimento com condições de temperatura e luminosidade controladas. A semeadura foi realizada em bandejas preenchidas com areia estéril umedecida. Transcorridos 10 dias após a semeadura, as plântulas foram transplantadas para vasos com solução nutritiva. O delineamento experimental empregado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial (2x6), com seis repetições. Os tratamentos consistiram em duas forrageiras (guandu cv. Caqui e labe-labe cv. Rongai) e seis concentrações de NaCl (0; 20; 40; 60; 80 e 120 mM), em solução nutritiva. Foram avaliados a densidade e a fitomassa radicular, e os teores de clorofila ‘a’, ‘b’, total e relação a/b. Os dados foram submetidos à análise de variância, teste de médias e regressão polinomial. Entre as forrageiras avaliadas, o labe-labe         cv. Rongai expressou maior crescimento radicular e teores de pigmentos fotossintetizantes. Níveis crescentes de NaCl reduziram a alocação de fitomassa e a densidade radicular do labe-labe cv. Rongai, e os teores de pigmentos clorofilianos do guandu cv. Caqui. O crescimento radicular e o teor de pigmentos clorofilianos de leguminosas forrageiras são alterados quando estas são cultivadas na presença de níveis crescentes de salinidade em solução nutritiva.

 

Palavras-chave adicionais: Cajanus cajan; Lablab purpureous; pigmentos fotossintéticos; raízes; salinidade.

Biografia do Autor

Andressa Freitas de Lima Rhein, Universidade estadual Paulista - Unesp

Concluiu o curso de graduação em Agronomia, no ano de 2005, e o mestrado em Agronomia (Produção Vegetal) pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho , Campus de Jaboticabal (FCAV), em 2008, como bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES. Durante a graduação, foi bolsista do Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação (PET/MEC-SESu) e exerceu atividades de coordenação pedagógica e docência para alunos do nível médio, ministrando aulas de Química Inorgânica no Cursinho Pré-Vestibular Ativo da FCAV, em caráter voluntário. Também, foi professora voluntária desta disciplina no Cursinho Unificado Popular, da cidade de Jaboticabal, durante os anos de 2007 e 2008. Atua na área de Agronomia, com ênfase em Fisiologia do Estresse em plantas cultivadas, como a cana-de-açúcar, e apresenta estudos relacionados aos seguintes temas: deficiência hídrica, adubação nitrogenada, toxicidade do alumínio, salinidade, pigmentos fotossintéticos, crescimento inicial, ajustamento osmótico, produtividade e qualidade da cana-de-açúcar. Em dezembro de 2012, concluiu o curso de Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Agronomia (Agricultura) pela Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho , Campus de Botucatu (FCA). Atualmente, desempenha a função de Especialista em Meio Ambiente e Coordenadora de Fiscalização Ambiental junto à Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura do Município de São Paulo.

Flávio José Rodrigues Cruz, Universidade estadual Paulista - Unesp

Flávio José Rodrigues Cruz tem graduação (2004-2008) e mestrado (2009-2011) em Agronomia pela Universidade Federal Rural da Amazônia. Atualmente cursa doutorado em Produção Vegetal na Universidade Estadual Paulista - faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, campus Jaboticabal, São Paulo. Atua na área de Fisiologia vegetal voltada aos estudos de estresses abióticos em plantas de interesse agrícola e florestal.

Rener Luciano de Souza Ferraz, Universidade Estadual Paulista - UNESP

Possui graduação em Licenciatura Plena em Ciências Agrárias pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Câmpus de Catolé do Rocha - PB (2010). Mestre em Ciências Agrárias (Agrobioenergia e Agricultura Familiar) pela UEPB em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) (2012). Atualmente é doutorando em Agronomia (Produção Vegetal) pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), Câmpus de Jaboticabal - SP. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pelo Programa de Pós-Graduação em Agronomia (Produção Vegetal) da UNESP. Desempenhou atividade de Monitoria nas Componentes Curriculares: Ecologia Geral (2008.2/2009.2) e Bioquímica (2009.2/2010.2). Bolsista de Iniciação Cientifica (2008/2009 e 2009/2010). Premiado com o melhor trabalho de Iniciação Científica da área de Ciências Agrárias. Foi Tutor a Distancia da Componente Curricular Anatomia e Eco-Fisiologia Vegetal (2011/2013) no Curso de Licenciatura em Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) pelo Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB). Tem experiência em Ciências Agrárias, com ênfase em Estresses Abióticos, Fisiologia de Plantas Cultivadas, Manejo e Tratos Culturais em frutíferas, oleaginosas e bioenergéticas nas condições edafoclimáticas do Semiárido.

Durvalina Maria Mathias dos Santos, Universidade Estadual Paulista - Unesp

Concluiu o mestrado e doutorado em Ciências Biológicas (Biologia Vegetal) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Campus de Rio Claro, SP e Pós-Doutorado na USP, Campus de São Carlos, SP. Atualmente, é Prof. Adjunto em Fisiologia Vegetal (concurso público de Livre-Docência) no Departamento de Biologia Aplicada à Agropecuária da Faculdade de CIências Agrárias e Veterinárias (DBAA/FCAV/Unesp), Campus de Jaboticabal, SP. Está cadastrada no Programa de Pós-Graduação em Agronomia-Produção Vegetal (PPG/PV) como orientadora em nível Mestrado e Doutorado e é responsável pela disciplina Fisiologia do Crescimento Vegetal. Atua na área de Agronomia, com ênfase em Fisiologia do Estresse. Em seu Currículo Lattes os termos mais frequentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: cana-de-açúcar, leguminosas forrageiras, germinação de sementes, crescimento inicial, estresse hídrico (deficiência hídrica), estresse ácido (toxidez do alumínio), estresse salino, poliaminas e osmólitos compatíveis no ajuste osmótico (prolina, trealose, glicina betaína, entre outros).Orienta em Fisiologia do Estresse em Plantas Cultivadas.

Publicado

01/10/2015

Edição

Seção

Fitotecnia - Crop Production