Distribuição espacial de Lysiphlebus testaceipes (Cresson) (Hymenoptera: Aphidiidae) em algodoeiro cultivado em sistema adensado

Autores

  • Tardelly de Andrade Lima Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Algodão, Campina Grande-PB.
  • José Bruno Malaquias Universidade Estadual Paulista "Julio Mesquista Filho" - UNESP - Botucatu.
  • Jéssica Karina da Silva Pachu Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ) - Piracicaba-SP.
  • Francisco de Sousa Ramalho Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Algodão, Campina Grande-PB.
  • Renato Isidro Universidade Federal de Campina Grande, campus de Sumé-PB.
  • Aline Cristina Silva Lira Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE.

DOI:

https://doi.org/10.15361/1984-5529.2021v49n1p14-18

Resumo

No presente estudo foram avaliados os efeitos do adensamento do algodoeiro na distribuição espacial do para­sitoide de afídeos Lysiphlebus testaceipes (Cresson) (Hymenoptera: Aphidiidae). Os três espaçamentos adota­dos foram: 0,40 m x 0,20 m (E1), 0,80 m x 0,20 m (E2) e 1,60 m x 0,20 m (E3). Foi utilizado o delineamento em blocos ao acaso com quatro repetições. Os resultados evidenciaram que o arranjo espacial de algodão modifica o padrão de dispersão de L. testaceipes. O parâmetro “b” da equação de Taylor foi superior à unidade nos espaçamentos: 0,40 m e 1,60 m, enquanto que em 0,80 m o valor de “b” foi inferior à unidade. Portanto, populações de  L. testaceipes em condições de espaçamento entre linhas de 0,40 m e 1,60 m estão distribuídas de forma agregada, todavia se distribuindo de forma uniforme em 0,80 m. O modelo de Iwao revelou que para os espaça­mentos: 0,80 m e 1,60 m existe uma tendência de repulsão dos indivíduos, pois os valores da constante “a” fo­ram menores que 1. O modelo de Nachman se ajustou apenas para os dados populacionais em algodão cultivado em 0,80 m, portanto, para este sistema, planos que visam à estimativa do nível populacional de L. testaceipes podem ser baseados apenas em observações de presença/ausência, ao invés da contagem individual. Os resultados do presente estudo são relevantes para estratégias de liberação e conservação de L. testaceipes para controle biológico de populações de afídeos em algodão.

Biografia do Autor

Tardelly de Andrade Lima, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Algodão, Campina Grande-PB.

Mestrando em Ciências Agrarias pela Universidade Estadual da Paraíba - UEBP - PPGCA. Estagiário da Embrapa Algodão, sob orientação do Dr. Carlos Alberto Domingues da Silva, no laboratório de Entomologia. Experiência na área de Agroecologia, com ênfase em Entomologia, especialmente com os seguintes temas: controle biológico, insetos-praga,ecologia aplicada ao manejo de pragas, dinâmica populacional e MIP em algodoeiro.

José Bruno Malaquias, Universidade Estadual Paulista "Julio Mesquista Filho" - UNESP - Botucatu.

Graduação em Engenharia Agronômica (UFPB) - recebendo distinções acadêmicas. Mestrado e Doutorado em Entomologia (ESALQ/USP) - recebendo menções honrosas da CAPES (Prêmio Tese CAPES 2020) e USP (Prêmio Tese USP 2020). Foi funcionário da Embrapa Algodão (2011-2015). Realizou estágio de um ano como estudante visitante (Doutorado sanduíche) na Mississippi State University-USA. Tem experiência com o seguinte tema: bioecologia aplicada ao MIP, e tem trabalhado/colaborado com Pesquisadores do Brasil e do exterior de forma multi e interdisciplinar nas áreas: biologia computacional em entomologia, métodos quantitativos e ecotoxicologia. Nos últimos anos tem despertado interesse por modelos computacionais Bayesianos combinados com dados bioecológicos com aplicações em alterações genéticas/populacionais de artrópodes. Atualmente é bolsista de Pós-Doutorado (FAPESP), atuando no Instituto de Biociências [Departamento de Bioestatística] da UNESP-Botucatu.

Jéssica Karina da Silva Pachu, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ) - Piracicaba-SP.

Graduada em Agroecologia pela Universidade Estadual da Paraíba (2014), mestre em Agroecologia e Desenvolvimento Rural (UFSCar). Atualmente está finalizando o Doutorado em Entomologia na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz- ESALQ/USP, com período sanduíche na Mississippi State University - USA. Foi bolsista de Iniciação Cientifica com atividades desenvolvidas na área de Entomologia Agrícola. Foi estagiária da Embrapa Algodão na Unidade de Controle Biológico. Tem experiência na área de Agroecologia, com ênfase em Entomologia Agrícola, atuando principalmente nos seguintes temas: manejo integrado de pragas, ecologia aplicada, interação planta-inseto, eletrofisiologia de plantas x estresse biótico, defesa vegetal e análise de dados ecológicos em R.

Francisco de Sousa Ramalho, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Algodão, Campina Grande-PB.

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba (1972), mestrado em Entomologia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (1975) e Ph.D. em Entomologia - Mississippi State University (1983). Atualmente é pesquisador iii da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Entomologia Agrícola, atuando principalmente nos seguintes temas: algodão, predador, bicudo, ecologia, parasitóide e MIP Algodão. Atua como revisor dos periódicos Environmental Entomology, Journal Economic Entomology and Florida Entomologist. Editor do Journal of Insects..

Renato Isidro, Universidade Federal de Campina Grande, campus de Sumé-PB.

Professor associado II da UFCG/CDSA, com graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba (1994), mestrado em Agronomia (Fitotecnia) pela Universidade Federal do Ceará (1996), doutorado em Bioquímica pela Universidade Federal do Ceará-UFC (2002) e pós-doutorado pela Universidade Federal da Paraíba-UFPB (2020) . Atualmente é professor de nível superior da Universidade Federal de Campina Grande, Campus de Sumé no Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semi-árido, onde leciona as disciplinas de Introdução a Agroecologia, Entomologia Geral, Manejo Agroecológico de Pragas, Laboratório de Produção de Defensivos Agroecológicos, Agroecologia Aplicada ao Cultivo de Fruteiras e Físico-Química do Solo. Tem experiência na área de Bioquímica, com ênfase em Proteínas, atuando principalmente nas seguintes áreas: projetos de pesquisa e desenvolvimento nas áreas de Manejo Agroecológico no controle de pragas e qualidade de leite de cabras.

Aline Cristina Silva Lira, Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE.

Doutora em Entomologia Agrícola pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Mestre em Entomologia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Realizou estágios na Embrapa Algodão e na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP). Tem experiência na área de Entomologia Agrícola, atuando nos seguintes temas: bioecologia de insetos-praga e inimigos naturais, associados a cultura de citros e algodão; estratégias para o manejo integrado de pragas e bases para o manejo da resistência de insetos à táticas de controle; e em fisiologia de insetos, com ênfase em análises histológicas e bioquímicas em insetos de importância na cultura do algodoeiro. Foi professora da Faculdade Maurício de Nassau, unidade Campina Grande/PB e colaborou em projetos de pesquisa realizados pela equipe da unidade de controle biológico (UCB) da Embrapa Algodão, coordenada pelo PhD. Francisco de Sousa Ramalho.

Publicado

25/03/2021

Como Citar

LIMA, T. de A.; MALAQUIAS, J. B.; PACHU, J. K. da S.; RAMALHO, F. de S.; ISIDRO, R.; LIRA, A. C. S. Distribuição espacial de Lysiphlebus testaceipes (Cresson) (Hymenoptera: Aphidiidae) em algodoeiro cultivado em sistema adensado. Científica, Dracena, SP, v. 49, n. 1, p. 14–18, 2021. DOI: 10.15361/1984-5529.2021v49n1p14-18. Disponível em: https://cientifica.dracena.unesp.br/index.php/cientifica/article/view/1365. Acesso em: 8 dez. 2022.

Edição

Seção

Fitossanidade - Crop Protection