Tratamento hidrotérmico e cloreto de cálcio na pós-colheita de maracujá-amarelo.

Autores

  • Jefferson Bittencourt Venâncio Universidade Federal de Roraima - UFRR
  • Murilo Vargas da Silveira Universidade Federal de Viçosa - UFV
  • Tercio Vaisnava Fehlauer Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS
  • Alexander Bruno Pegorare Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Campo Grande, MS
  • Edson Talarico Rodrigues Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS
  • Wellington Farias Araújo Universidade Federal de Roraima - UFRR

DOI:

https://doi.org/10.15361/1984-5529.2013v41n2p122-129

Resumo

A conservação pós-colheita do maracujá-amarelo vem sendo realizada através de agroquímicos e refrigeração em câmera fria, preocupando tanto sob o ponto de vista da saúde alimentar quanto da geração de ônus ao produtor de baixa renda. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso de tratamento hidrotérmico e da solução de cloreto de cálcio na conservação da qualidade pós--colheita de maracujá-amarelo. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, em parcelas subdivididas. As parcelas foram compostas pelos tratamentos: testemunha; imersão em cloreto de cálcio a 2 %; hidrotérmico a 35 °C; cloreto de cálcio a 2%, a 35 °C; hidrotérmico + cloreto de cálcio. As subparcelas foram os cinco períodos de armazenamento (0; 4; 8; 12 e 16 dias). As variáveis analisadas foram perda de massa fresca (PMF), coloração da casca (COR), rendimentos em polpa (RP) e em suco (RS), teores de sólidos solúveis (SS) e de acidez titulável (AT), e a relação SS/AT. Os tratamentos pós-colheita não retardaram a senescência nas condições de armazenamento adotadas. A AT e os teores de SS apresentaram redução diária de 0,12% e 0,14 oBrix, respectivamente, enquanto a SS/AT, PMF, RP e RS aumentaram diariamente 0,04; 2,63%; 1,09% e 0,72%, respectivamente. A utilização do cloreto de cálcio preservou a acidez titulável dos frutos, tendo em média 4,71 g de ácido cítrico por 100 g de suco. As condições de armazenamento adotadas no experimento possibilitam um período de aproximadamente 14 dias até o completo amadurecimento dos frutos, sendo esse o provável período útil, a partir do qual se verificou ocorrência de podridões nos frutos.

Biografia do Autor

Jefferson Bittencourt Venâncio, Universidade Federal de Roraima - UFRR

Graduado em agronomia pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS); Mestre em agronomia pela Universidade Federal de Roraima (UFRR).

Publicado

29/10/2013

Edição

Seção

Ciência e Tecnologia de Alimentos - Food Science and Tecnology