Redução na população de plantas de soja e o retorno econômico na produção de grãos

Autores

  • Gisele Herbst Vazquez UNESP / UNICASTELO
  • Amanda Ribeiro Peres UNESP
  • Maria Aparecida Anselmo Tarsitano UNESP

DOI:

https://doi.org/10.15361/1984-5529.2014v42n2p108-117

Resumo

Frequentemente, no campo, ocorrem reduções na população de plantas devido ao desempenho ger­minativo inadequado de sementes submetidas a condições adversas e que, nem sempre, são devi­damente aquilatadas pelos agricultores. O objetivo desse trabalho foi avaliar os efeitos de reduções na população de plantas de soja resultantes tanto de desempenhos germinativos menores ao espe­rado, quanto da opção do agricultor pelo uso de populações menores que 400.000 plantas ha-1 (pl ha-1) no momento da semeadura, sobre a produtividade de dois cultivares em áreas com e sem controle químico de plantas daninhas e o retorno econômico da produção de grãos em Jaboticabal/SP. O deli­neamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso, em esquema fatorial 5 X 2 X 2, sendo cinco populações de plantas (400.000; 340.000; 280.000; 220.000 e 160.000 pl ha-1), dois manejos de plantas daninhas (com e sem controle químico) e duas cultivares (BRSMG 68 Vencedora e MSOY 8001), com quatro repetições. A produtividade de grãos, independentemente da cultivar, cresceu de forma linear com o aumento da população. A cultivar BRSMG 68 Vencedora mostrou-se mais produ­tiva do que a cultivar M-SOY 8001. A produtividade de grãos com manejo de plantas daninhas com herbicida foi maior do que sem manejo. A maximização do retorno econômico líquido, contudo, só aconteceu com a população de 400.000 pl ha-1, independentemente da cultivar e do manejo de plantas daninhas adotado. A cultivar BRSMG 68 Vencedora, de crescimento vegetativo vigoroso, permitiu a maximização do retorno econômico quando não se efetuou o controle químico das plantas daninhas.

 

Biografia do Autor

Gisele Herbst Vazquez, UNESP / UNICASTELO

Professora do Departamento de Fitotecnia, Tecnologia de Alimentos e Socio-Economia do curso de Agronomia da UNESP de Ilha Solteira/SP e do Departamento de Produção Vegetal do curso de Agronomia da UNICASTELO de Fernandópolis/SP

Amanda Ribeiro Peres, UNESP

Engenheira-Agrônoma, Mestranda em Agronomia; Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira/SP

Maria Aparecida Anselmo Tarsitano, UNESP

Engenheira-Agrônoma, Doutora; Professora de Administração e Economia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira/SP; maat@agr.feis.unesp.br

Publicado

02/06/2014

Edição

Seção

Economia Rural - Rural Economy